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Mostra Educavídeo

Educavídeo apresenta cinco curtas e um média metragem no Palácio dos Festivais

A abertura oficial do 46º Festival de Cinema de Gramado ocorre somente na sexta-feira (17), mas, na noite anterior, o Palácio dos Festivais abre suas portas para a já tradicional avant-première do evento, quando o público pode conferir a produção dos jovens cineastas gramadenses. São obras produzidas dentro do escopo do Programa Municipal Escola de Cinema, o Educavídeo, que em 2018 acolhe 75 alunos de colégios públicos de Gramado, oferecendo capacitação em técnica audiovisual.

Neste ano, a mostra Educavideo, que tem entrada franca, inclui seis produções: cinco curtas e um documentário em média-metragem que resgata a memória dos 20 anos da Corrida pela Vida em Gramado. “Esta produção será um divisor de águas, pois foi a primeira obra realizada através da Produtora Experimental do projeto, que conta com os equipamentos do Núcleo de Produção Digital (NPD), entregues no ano passado pelo Ministério da Cultura”, celebra a secretária de Educação de Gramado, Gilça dos Santos Silva.

A evolução da tecnologia disponível na iniciativa e o aprimoramento técnico dos alunos chamam atenção nas obras que serão apresentadas. A primeira evidência é justamente o documentário “Corrida pela vida: uma jornada de gratidão”, que reuniu em si dois desafios aos alunos: o formato mais longo (são 30 minutos de filme) e o gênero documental, que exige aptidões diferentes das necessárias para a ficção, a que estavam mais habituados. “O trabalho ficou muito bom, tem entrevistas variadas, e os alunos acompanharam o evento em Gramado e também em Porto Alegre”, elogia a professora do Educavídeo Amanda Menger.

Mesmo entre os curta-metragens, é possível notar a evolução da qualidade do programa e da capacitação dos alunos, avalia Amanda. “As temáticas escolhidas são muito diversificadas, o que mostra que eles estão ampliando a capacidade criativa”, sugere a docente. A safra de 2018 oferece comédias, dramas românticos, suspenses, e até um filme non-sense. O tratamento das narrativas também se complexificou, revela Amanda. Há camadas de significados que vão se revelando aos poucos e abordam questões importantes na contemporaneidade como o bulling ou os relacionamentos abusivos.

Além da noite de estreia das produções, no Palácio dos Fetsivais, os filmes do Educavídeo farão parte da mostra Cinema nos Bairros, que percorre localidades afastadas do centro de Gramado com programação de cinema ao longo dos dias do festival. As produções também estão disponíveis no canal do YouTube do programa.

Consolidação

O Educavideo nasceu em 2011 como um projeto experimental, foi se aprimorando ao longo do tempo e, desde 2016, é um programa oficial do município, o que assegura sua continuidade independente da administração de plantão. O sucesso é reconhecido publicamente por toda a comunidade e pode ser atestado pela permanência dos alunos no projeto ao longo do tempo. Atualmente, por exemplo, existem as turmas iniciantes (7º ano do Ensino Fundamental), intermediárias (8º e 9º anos) e avançadas (Ensino Médio), mas também uma turma especial, composta de alunos que já deixaram a escola, mas querem seguir trabalhando com criação. “Muitos também decidiram seguir carreira, e estão cursando produção audiovisual, teatro, design na faculdade”, revela Amanda.

E mesmo para quem opta por outros segmentos profissionais a passagem pelo Educavídeo ajuda no desenvolvimento de habilidades. “Principalmente o senso de responsabilidade e de autonomia. Durante a realização de um filme, seja curtíssima, curta ou média, eles encontram muitas dificuldades e precisam buscar soluções. Nós professores não fazemos nada, só orientamos e oferecemos ferramentas, mas quem coloca mesmo a mão na massa são eles”, elogia.

Ela exemplifica esse amadurecimento com um “case” que será apresentado no Palácio dos Festivais esse ano: o curta “Adágio”, que foi realizado com excelência técnica em poucos dias. A produção foi iniciada diante da desistência do plano de lançar no Festival de Cinema o primeiro episódio da segunda temporada da websérie “Os crimes do arroba”. “Os alunos acharam que tinham que apresentar algo no lugar e, em uma semana, me surpreenderam com o roteiro decupado, soluções para figurino e locações, equipe pronta”, conta.

Estrutura do festival a postos para receber convidados e público

O 46º Festival de Cinema de Gramado já está com a estrutura praticamente pronta para que comece a mais tradicional festa do audiovisual do Brasil. As ruas da cidade serrana foram inteiramente decoradas com motivos do evento – incluindo com as bicicletas que homenageiam filmes e os premiados dessa edição. No Hotel Serra Azul, a estrutura de recepção de convidados, imprensa e também as salas de debates e conferências ganharam módulos e praticáveis que segmentam os amplos salões, com a identidade visual do festival.

Ao todo, entre 400 e 500 trabalhadores estão envolvidos diretamente na realização do evento, dividindo-se entre as equipes de produção geral, produção de palco, Gramado Film Market, bilheteria e Educavideo, além daquelas que dão suporte técnico para que tudo aconteça, caso do receptivo, segurança, limpeza, produção, transporte, brigadistas e o pessoal responsável pelos geradores.

Na sua 46ª edição, o Festival de Cinema de Gramado conta com o patrocínio de Snowland, Stella Artois e Casa Aveiro By Dolores. Tem ainda apoio de Gramado Parks, Stemac Grupos Geradores, Lugano, Cristais de Gramado, Viviela London, G2 Net Sul e ENIT – Agência Nacional de Turismo da Itália. A agência oficial é a Vento Sul Turismo, e a empresa responsável pelo transporte, a Kia.

Abraccine lança livro sobre os 100 filmes essenciais da animação nacional

A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) lança, no dia 20 de agosto, o livro “Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais”, que apresenta as principais obras do gênero no Brasil, cuja trajetória começou em 1917 com o curta-metragem “O Kaiser”, dirigido por Seth. O livro também oferece artigos históricos que registram os principais movimentos e personagens da centenária história da animação brasileira.

“Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais” é a terceira publicação da série “Melhores”, lançada pela entidade, que já compilou destaques entre os documentários e entre todos os filmes brasileiros da história. Além de repetir a parceria com o Canal Brasil e a editora Letramento, a obra contou com a parceria da ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação.

No lançamento, haverá também um debate entre cineastas e críticos sobre o panorama da animação brasileira. Os convidados para a mesa são Nara Normande, diretora do curta “Guaxuma”, que participa da competição em Gramado; Ivonete Pinto, autora de artigo sobre “Castelos de Vento” e professora da Universidade Federal de Pelotas; Daniel Feix, presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul; e Gabriel Carneiro, organizador de “Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais” e integrante do júri da imprensa no Festival de Gramado. A mediação será de Paulo Henrique Silva, presidente da Abraccine e também organizador do livro, que estará à venda na ocasião.

Depoimentos de diretores são aquecimento para o Festival de Cinema

As redes do 46º Festival de Cinema de Gramado já estão no clima do evento, com dezenas de depoimentos de cineastas, atores e atrizes que estarão na cidade da serra gaúcha para o mais tradicional festival de cinema do Brasil, realizado de forma ininterrupta desde sua criação, em 1973. No Facebook, vídeos gravados por figuras importantes do cinema nacional mostram as expectativas de quem está contando os minutos para mostrar suas produções.

É o caso de Jayme Monjardim, que depois de ser aclamado com sua superprodução “Olga”, em 2004, que abriu o festival de cinema em sessão hors-concours, apresenta, em 2018, aquele que ele vem considerando seu primeiro filme autoral, “O Avental Rosa”: “Vai ser um momento mágico”, aposta. André Ristum, diretor de “A Voz do Silêncio”, quarto filme com o qual participa em Gramado, espera uma “noite incrível, com sala cheia” para a estreia nacional de seu longa. “Será a primeira sessão pública no Brasil!”, comemora.

Já a diretora de “O Banquete”, Daniela Thomas, mandou um depoimento completo sobre as razões por trás de seu filme – desde a concepção do roteiro, o desafio de filmar em planos-sequência de mais de uma hora de duração, a trajetória da ideia, surgida há mais de 20 anos: “Um filme construído, de um lado, pelo meu fascínio por atores – com quem trabalho e convivo há quarenta anos – com o engajamento que eles podem trazer para um papel, e de outro, pela verossimilhança que persigo no meu cinema e que aqui centrou-se no diálogo”, explica.

Abaixo reproduzimos a íntegra de seu depoimento.

SOBRE REALIZAR “O BANQUETE”

Por Daniela Thomas

O Banquete é a minha tragicomédia de costumes. Um filme construído, de um lado, pelo meu fascínio por atores – com quem trabalho e convivo há quarenta anos – com o engajamento que eles podem trazer para um papel, e de outro, pela verossimilhança que persigo no meu cinema e que aqui centrou-se no diálogo. Queria ouvir os personagens falando na tela exatamente como as pessoas falam, ou falavam em volta das centenas de mesas, dos mesões da madrugada, das salinhas e salões que eu tive o privilégio de conhecer desde pequena.

Para começar, a minha casa era um verdadeiro imã de gente interessante, já que a nossa pequena sala do Lido, em Copacabana, tinha que dobrar de estúdio de desenho, aparelho de oposição política, redação de jornal e sala de jantar. E, detalhe, meus pais nos deixavam circular livremente entre adultos, como os da turma do Pasquim, escritores, jornalistas, desenhistas, atores, músicos, diretores. Minha trajetória de cenógrafa e cineasta me proporcionou ainda a continuidade da convivência com pessoas engajadas em cultura e nos movimentos progressistas.

Escrever O Banquete não foi tanto criar diálogos, mas lembrar das conversas, do jeito engraçado e despretensioso de gente que, fora das quatro paredes, fazia a diferença na cultura, na política do país, mas que ali, protegida pela amizade, pelo álcool e privacidade, não se importava em ser desbocada.

Eu acho que a chave do projeto O Banquete é uma coisa assim: atores buscando um domínio sobre o diálogo que já é, de nascimento, familiar, corriqueiro, moldável pela experiência de cada um. (Praticamente não há fala que não tenha sido recriada pelos atores nos ensaios e durante a filmagem.)

O jantar em O Banquete se passa em tempo real e filmá-lo foi uma experiência extraordinária. Planos-sequência de quase uma hora, sem intervalos, sem correções. A câmera em contínuo movimento de Inti Briones poderia focar qualquer um dos atores, a qualquer momento. No fundo da sala, um espelho de fora a fora, não permitia a qualquer um deles a mínima desconcentração: intensidade máxima.

O Banquete teve uma primeira versão há vinte anos atrás, como um texto para ser representado em volta de uma mesa, com a plateia logo atrás dos atores. Cheguei a fazer uns ensaios, mas o projeto não vingou. Foi o meu parceiro de Vazante, Beto Amaral, que em 2009 leu o texto e quis viabilizá-lo para o cinema. Sentiu-se como que projetado de volta para os jantares que acompanhou na sua infância e adolescência e empenhou-se ferozmente para levantar e realizar o projeto.

O tema de O Banquete é a dinâmica erótica entre homens e mulheres que usam a sedução como moeda de troca. Uma dinâmica que está sob intenso ataque agora, mas que, por outro lado, vive uma evidência só comparável talvez à publicação do clássico romance “Ligações Perigosas” no século dezoito na França. Sexo e poder estão na ordem do dia. Trump, Weinstein, as denúncias de assédio somando-se a cada dia por aqui, são a ponta do iceberg de milênios de disparidade entre os sexos.

Em O Banquete as mulheres são prósperas, inteligentes, cultas, capazes, no entanto deixam-se medir pela estima, pelo desejo que os homens têm por elas. Como – guardadas as devidas proporções – Medeias da tragédia de Eurípedes, dois mil e quinhentos anos depois. É interessante que eu venha a lançar o filme justamente num momento de intenso questionamento das dinâmicas entre os sexos. Sinto que pela primeira vez em séculos a hegemonia do desejo andro-euro-cêntrico – que nos trouxe de Medeia até aqui – está sendo abalada. E a militância feminista, dos movimentos identitários e de gênero está nos permitindo vislumbrar outras dinâmicas, outros sonhos para nós e para as novas gerações.

O Banquete pode ser visto, dentro dessa ótica, como um testamento de uma dinâmica de poder entre homens e mulheres que vicejou por muitas centenas de anos, mas que agora está em franca decadência. Como cineasta, sinto a necessidade e tenho o privilégio de deixar um testemunho, um retrato dos nossos tempos.

Conheça nomes e perfis dos jurados do 46º Festival de Cinema de Gramado

Longas Brasileiros

Adhemar Oliveira, distribuidor e exibidor

Diretor do Espaço Itaú de Cinema, começou a carreira nos anos 1980 como responsável pela programação do cineclube Bixiga, em São Paulo, e depois do Macunaíma e do Estação Botafogo, ambos no Rio de Janeiro. Atualmente, é um dos executivos de distribuição e exibição mais respeitados no setor do audiovisual. Criou o conceito das salas arteplex, que mesclam a programação de filmes autorais com blockbusters, de maneira a tornar o negócio sustentável sem abrir mão de exibir trabalhos de maior valor estético do que comercial.

Iberê Carvalho, cineasta

Estudou Antropologia e Comunicação e é sócio da produtora Pavirada Filmes. Seu primeiro longa, “O Último Cine Drive-in”, recebeu o prêmio de Melhor Filme no Festival Internacional de Punta Del Este e conquistou quatro prêmios no Festival de Gramado, incluindo o de Melhor Filme pela crítica, além de ter licenciamento global na Netflix. Atualmente, está finalizando seu segundo longa, “O Homem Cordial”, com protagonismo de Paulo Miklos.

Lina Chamie, cineasta

É graduada e mestre (Cum Laude) em música e filosofia pela New York University, EUA, onde trabalhou por mais de dez anos no departamento de cinema. Dirigiu os seguintes longas-metragens: “Tônica Dominante” (2001), “A Via Láctea” (2007), “Santos 100 Anos de Futebol Arte” (2012), “São Silvestre” (2013), “Os Amigos” (2014), e “Dorina – Olhar para o Mundo” (2016).

Rodrigo Teixeira, produtor

É fundador e CEO da RT Features, produtora internacional de conteúdo cultural e entretenimento para cinema e televisão. Em 2016, foi convidado a integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nos Estados Unidos, responsável pelo Oscar. Em 2017 foi indicado por “Me Chame Pelo Seu Nome” aos principais prêmios internacionais, como The Academy Awards e Golden Globes. Com essa mesma produção de Luca Guadagino e com os filmes “Patti Cake$” e “A Ciambra”, foi a produtora com o maior número de indicações no Independent Spirit Awards no mesmo ano.

Zezé Polessa, atriz

Sua estreia foi no teatro, em 1973, com a peça “Drácula”. No ano seguinte, atuou em mais dois espetáculos, “Às Armas” e “Os Infortúnios de Mimi Boaventura” e continuou a carreira nos palcos paralelamente com os trabalhos na televisão. No seu currículo constam mais de 30 peças. Estreou nas novelas em 1985 com “Tudo em Cima”, exibida pela extinta TV Manchete. No cinema, estreou em 1987, com o longa-metragem “Romance da Empregada”.

Longas estrangeiros

Chico Diaz, ator

Formado em arquitetura, Chico Diaz inicia sua carreira no cinema em 1981 e, a partir daí, participa de mais de 70 filmes nacionais e internacionais sendo premiado nos mais importantes festivais do país: Gramado, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Fortaleza e homenageado em diversos outros, nunca se distanciando do teatro, permanecendo no centro da discussão artística. Também produtor, recentemente finaliza “Montanha Russa”, de Vinícius Reis, ”A Casa do Girassol Vermelho” de Eder Santos e Thiago Villas Boas, e acaba de viver Rondon na série “The American Guest”, pela HBO.

Claudio Pereira Navarro, professor e programador

Académico de la Escuela de Cine Universidad de Valparaíso en el área de Teoría, Historia del Cine, Estética de las Artes y Problemáticas del Cine Contemporáneo. Ha sido organizador y programador de Muestras y Cine Club UV. En el año 2005 funda INSOMNIA alternativa de Cine y desde el año 2011 es programador, expositor del Taller de Formación de Espectadores y conductor de conversaciones con directores (as) de cine chileno en la franja “Piezas nacionales” de Teatro Condell de Valparaíso. Desde el año 2015 asume como Director Artístico del Festival Internacional de Cine de Viña del Mar, certamen más antiguo de Chile y uno de los más longevos de Latinoamérica.

Helder da Costa, produtor e distribuidor

Produtor do filme Sudoeste, ganhador do Tiger Awards em Roterdam – 2010 e do prêmio de melhor filme pelo festival Tarkovsky (Moscou), dentre outros prêmios. Em 2007, fundou a Tropicalstorm Entertainment, empresa internacional de vendas de filmes com sede em Amsterdam para distribuição de filmes independentes. Participou dos principais mercados mundiais de cinema e eventos. Em 2008, assinou um acordo de cooperação com a Unistar International Pictures LLC, produtora de cinema e televisão sediada em Los Angeles e dirigida por Gloria Morrison; De 2010 a 2014 foi membro do Producer’s Network do Mercado de Cannes. Em 2016 ingressou na solidmovies de Wuppertal fundada por Thomas Egenberger.

Jose Novoa, cineasta

Ha sido nominado 4 veces como Selección Oficial por Venezuela a los Academy Awards (Oscar). Su película Sicario (1994) ganó 34 Premios Internacionales. Nominado a los Premios Goya (España) y es Miembro Invitado de la Real Academia de Cine de España. Ha sido Escritor, Productor y Director de las siguientes películas: Agonía, Sicario, Oro Diablo, El Don, Un Lugar Lejano, Solo. Fundador de Joel Films y Productor de Huelepega, Punto y Raya, Des-Autorizados, Esclavo de Dios y Tamara y Co-Productor de 7 películas internacionales con Argentina, Uruguay, Chile, Perú y España.

Mariángel Solomita Chiarelli, jornalista

Nació en Montevideo, Uruguay, en 1984. Desde 2008 integra la redacción del diario El País, publica perfiles, críticas cinematográficas, entrevistas, crónicas y reportajes e integra el equipo periodístico del suplemento de investigación Qué pasa. Forma parte de la directiva de la Asociación de Críticos de Cine del Uruguay. Ha sido jurado en distintos festivales internacionales, entre ellos en el Festival de Cine de Guadalajara y en el de Mar del Plata. Durante tres años fue mentora de crítica cinematográfica en el Talent Campus Guadalajara.

Curtas Brasileiros

Andrés Lieban, diretor

Sócio-fundador da produtora 2DLab e formado em Artes Plásticas, Andrés Lieban é um diretor de animação premiado internacionalmente em eventos como Anima Mundi, Festival de Cinema Infantil de Chicago, Divercine, Chilemonos e Preux Jeunesse Iberoamericano. Criador e diretor de curta metragens e séries para TV como “Meu AmigãoZão”, “Quarto do Jobi” e “Corta!”, também dirigiu as animações do DVD “Toquinho no Mundo da Criança”. Em paralelo às atividades como diretor, é líder do Núcleo Criativo 2DLAB e consultor de projetos de animação.

Beatriz Pomar, diretora e montadora

É paulista de Ribeirão Preto, vive na cidade de São Paulo desde 2009, onde atua como Diretora, Montadora e Assistente de Direção. Trabalhou em diversos curta-metragens de ampla circulação nacional, como “Se o mundo acabar me dê um toque” de Renato Sircili, pelo qual ganhou prêmio de melhor montagem no Close – Festival Nacional da Diversidade, “A Passagem do Cometa”, de Juliana Rojas, “Sweet Heart” de Amina Jorge e “A Gis”, de Thiago Carvalhaes, pelo qual ganhou o prêmio de melhor montagem de filme de curta-metragem no 45o festival de Cinema de Gramado.

Betse de Paula, cineasta

Diretora, roteirista e produtora dos longas-metragens Desarquivando Alice Gonzaga (2017), Vendo ou Alugo (2013), Revelando Sebastião Salgado (2013), Celeste & Estrela (2005) e O Casamento de Louise (2001), pelos quais recebeu diversos prêmios. Para TV, produziu e dirigiu o telefilme Dissecando Antonieta (2014) para o Canal Brasil, e com apoio do FSA/Ancine as séries Luz & Sombra – fotógrafos do Cinema brasileiro , 26 programas (2016/17 Curta!) e Guardiãs da Floresta, 10 episódios, (2017 – CinebrasilTV).

Júlia Dalavia, atriz

Natural do Rio de Janeiro, iniciou seu estudo artístico no Teatro Tablado. Participou das peças “As Aventuras de Huckleberry” de Augusto Thomas Vanucci, e do musical “Gypsy”, de Charles Möeller e Claudio Botelho. Compõe o elenco de vários projetos em audiovisual na televisão como “Velho Chico” de Luiz Fernando Carvalho, “Justiça” de José Luiz Villamarim e “Os Dias Eram Assim” de Carlos Araújo. Atualmente estuda e mora no Rio de Janeiro.

Luis Campos, cineasta

Fundador da Squatter Factory, teve a oportunidade de fazer um programa de intercâmbio na Savage Film (Bélgica) e outro na RT Features em São Paulo, acompanhando o desenvolvimento de vários projectos cinematográficos. É o criador, promotor e director criativo do GUIÕES – Festival do Roteiro de Língua Portuguesa, do PLOT – Professional Script Lab e do DRAMA.pt. Escreveu o roteiro da longa-metragem Um Funeral À Chuva e escreveu, produziu e dirigiu vários curtas-metragens premiados. Encontra-se em fase de pré-produção de seu primeiro longa-metragem.

Curtas Gaúchos

Hermes Leal, jornalista, roteirista e diretor

Experiente jornalista, diretor tocantinense de TV e cinema, é criador e editor da Revista de CINEMA, uma das principais publicações culturais do país, há 18 anos, e roteirista e diretor da HL Filmes, produtora tocantinense, realizando filmes e séries televisivas, como “Cineastas” (canal Prime Box Brazil), e produções de diretores renomados, como “A Idade da Água”, longa de Orlando Senna.

Julio Uchoa, produtor

Produtor de Cinema. Formado pela PUC-RJ em Psicologia. Produtor de “Sem Controle”, de Cris D’amato.

Lu Grimaldi, atriz

É paulistana, mas aos oito anos mudou-se com a família para o Rio Grande do Sul. Começou a fazer teatro aos 18 anos quando volta a São Paulo para prosseguir sua carreira artística. Estreou nos palcos em 1973, na peça Dzi Croquetas. Já trabalhou em 14 peças, 17 telenovelas e 10 filmes. Dentre os filmes, “Menino Maluquinho 2 – A Aventura”, “Sonhos Tropicais”, “Apolônio Brasil, o Campeão da Alegria”, “Nosso Lar” e “Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo!”. Começou sua carreira na televisão em 1988 na Rede Globo passando pela TV Manchete, SBT e Record. Desde 2014, está em cartaz com a peça “Palavra de Rainha”, espetáculo inspirado na vida de Dona Maria I de Portugal, interpretada pela atriz.

Maíra Carvalho, diretora de arte, produtora e pesquisadora

Vencedora dos prêmios de Melhor Direção de Arte no Festival de Gramado e no Festival Gurnicê, ambos de 2015, com o filme “O Último Cine Drive-In” (de Iberê Carvalho), Maíra Carvalho é Diretora de Arte, Produtora e Pesquisadora desde 2002. Em seu currículo, dezenas de produções cinematográficas, audiovisuais e espetáculos teatrais. É graduada em História e Mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília, especialista em História e Estética do Cinema pela Universidad de Valladolid (Espanha) e em História da Arte pela Faculdade Dulcina de Moraes. É sócia criadora da produtora Quartinho Direções Artísticas.

Rafael Carvalho, crítico de cinema e pesquisador

É crítico e pesquisador de cinema. Membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), escreve para o Jornal A Tarde e é editor do site Moviola Digital. Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia, com interesse em torno da crítica de cinema e dos estudos de recepção no âmbito da comunicação. Desenvolve pesquisa sobre a crítica de cinema online no Brasil e já se debruçou sobre a obra crítica do intelectual baiano Walter da Silveira. Integra a equipe de curadoria do festival Panorama Internacional Coisa de Cinema e do projeto universitário CineFacom, na UFBA, onde também faz parte do Grupo de Pesquisa Recepção e Crítica da Imagem (Grim).

Gabriel Carneiro

É jornalista, diretor de filmes, crítico e pesquisador de cinema, Mestre em Multimeios pela Unicamp. Sócio fundador da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), escreveu, entre outros, para a Revista de Cinema e para os sites Revista Zingu! e Cinequanon. Com Paulo Henrique Silva, organizou o livro Animação brasileira: 100 filmes essenciais (Letramento, 2018).

José Romero Carrillo

Crítico, gestor cultural y periodista cinematográfico. Desde sus inicios se interesó en la investigación y difusión del Cine Latinoamericano. Es curador del Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira (Rio – Brasil); docente principal y programador internacional del Bolivia Lab. Ha participado en los jurados de diversos festivales de cine de la región. Adicionalmente se desempeña como asesor de guión o script doctor; así como realiza consultoría sobre ruta de festivales para producciones cinematográficas. También es corresponsal de festivales latinoamericanos para el portal español Noticine.com; colabora en el diario El Peruano y administra su propio sitio LaVidaUtil.com.

Renato Cabral

Com formação em Cinema e Animação pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), é crítico de cinema, curador de mostras e projetos de cineclube. Membro da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS), escreve e é editor do site Calvero – Crítica de Cinema, além de colaborador da publicação porto-alegrense Zinematógrafo.

Sérgio Alpendre

Crítico de cinema, professor, pesquisador e jornalista. Escreve na Folha de S.Paulo desde 2008. Doutorando em Comunicação/Cinema pela Universidade Anhembi-Morumbi. Mestre em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA – USP. Coordenador do Núcleo de História e Crítica da Escola Inspiratorium. Edita a Revista Interlúdio e o blog de cinema sergioalpendre.com. Participou como palestrante dos Encontros Cinematográficos, na cidade de Fundão, em Portugal. Já escreveu para importantes veículos de imprensa como UOL, Contracampo, Cineclick, Foco, MOVIE, Taturana, Cinequanon, Revista E, Bravo e Filme Cultura. Participa de seleções e juris em festivais de cinema, além de ministrar cursos de história do cinema e oficinas de crítica por todo o Brasil.

Siliane Vieira

Jornalista com especialização em Cinema: Significação Fílmica e Fazer Cinematográfico pela Universidade de Caxias do Sul. Atua como repórter, crítica de cinema e colunista do jornal Pioneiro, na serra gaúcha. É membro da Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul desde 2014.

Festival de Cinema de Gramado

www.festivaldegramado.net

www.facebook.com/festivaldecinemadegramado

Twitter: @cinemadegramado

Instagram: @festivaldecinemadegramado

YouTube: https://www.youtube.com/festivaldegramado

 

Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer e Snowland apresentam o 46º Festival de Cinema de Gramado. Lei de Incentivo à Cultura. Patrocínio: Stella Artois e Casa Aveiro By Dolores. Apoio especial: Gramado Parks. Apoio: Stemac Grupos Geradores, Lugano, Cristais de Gramado, Viviela London, G2 Net Sul e ENIT – Agência Nacional de Turismo da Itália. Apoio institucional: Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Fundacine, ACCIRS, IECINE, APTC/ABD RS, SIAV e Museu do Festival de Cinema de Gramado. Agência Oficial: Vento Sul Turismo. Transporte Oficial: Kia. Agente Cultural: AM Produções. Promoção: Prefeitura de Gramado. Financiamento Pró-Cultura RS, Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Realização: Gramadotur, Ministério da Cultura, Governo Federal.

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